Contratar alguém para escrever os seus posts faz você perder a sua voz?

Você leu seu post e pensou "isso não sou eu"?

Se você é um profissional e divulga seu trabalho nas redes sociais, é provável que já tenha sentido isso. Alguém escreveu sobre o seu trabalho, e o texto até estava correto, mas faltava um detalhe importante ali: você, com o seu jeito de explicar, as suas palavras, e aquela opinião que só você teria.

É por causa desse medo que muita gente que precisaria de ajuda com o conteúdo nas redes sociais acaba adiando para contratar um redator profissional.

Eu entendo, e até acho que o medo tem razão de existir, dependendo de como o trabalho é feito.

Texto de outra pessoa dá pra notar

A gente tem palavras preferidas, assim como tem palavras que jamais usaria numa conversa, e também tem um jeito próprio de começar uma frase e de terminar um raciocínio. Isso aparece na fala e continua aparecendo na escrita.

É o mesmo motivo de muita gente conseguir reconhecer um texto feito por IA. Nem sempre são os travessões nem os emojis, mas sim as estruturas, pois elas seguem quase sempre o mesmo padrão.

Com gente, é igual: cada pessoa tem o seu, e quando o texto ignora isso, quem lê percebe a diferença, mesmo sem saber explicar o porquê.

Se outra pessoa escreve, o conteúdo ainda é meu?

Em novembro de 2025, num debate ao vivo com o economista Elias Jabbour, Pablo Marçal foi questionado sobre a autoria dos livros que publica. Ele respondeu que não tem tempo de ficar escrevendo, que é produtor de conteúdo e que "quem escreve é a pessoa que eu pago".

Nota: Pablo Marçal foi citado aqui apenas como referência de um caso que se popularizou. Isso não tem a ver com gostar ou não dele, nem com posicionamento político-partidário.

A cena rendeu muitas discussões, não apenas no debate, porque levanta uma dúvida que todo especialista acaba tendo quando pensa em contratar alguém para o conteúdo: se outra pessoa escreve, ainda é meu?

Na minha opinião, depende de onde o conteúdo nasce. Se as ideias, as histórias e as opiniões vêm de você e quem escreve só as transforma em texto, o conhecimento continua sendo seu. É assim que funciona o meu trabalho de produção de conteúdo.

Como eu faço isso na prática

Quando uma pessoa me contrata para produzir seus conteúdos, eu passo por oito etapas: imersão, coleta de conhecimento, definição de voz, seleção de ideias, estruturação, redação, refinamento e aprovação.

Na prática, elas se juntam em quatro momentos.

1. Eu ouço você primeiro.

A imersão e a coleta acontecem em forma de entrevista, na qual você me conta do seu negócio, do que pensa, do que faz de diferente de quem atua no seu nicho, do que concorda e discorda no seu mercado e dos casos reais de quem já passou por você. Enquanto você fala, eu vou percebendo o seu padrão linguístico, como as palavras que você repete e as que nunca usaria. É neste momento que a sua voz é definida, sem essa parte o resto do trabalho não funciona. É quase impossível escrever um post sem saber o que acontece na rotina de quem vai assiná-lo.

2. Eu descubro o que vale postar.

Com o seu conhecimento em mãos, pesquiso o que está performando nas redes sociais e, só então, seleciono as ideias. Definir tema sem olhar o que está funcionando é apenas acreditar no acaso.

3. Eu escrevo com as suas palavras.

Estruturo cada ideia, redijo e refino o texto até ele soar como você falando, só que no formato que a rede social entrega melhor. Neste momento, quem está comunicando é você, eu só adequo o que você disse ao que tem mais chance de ser visto.

4. Você aprova.

Nada vai ao ar antes de você dizer se aquilo está coerente com o seu perfil e com o seu negócio. Se não estiver, a gente ajusta.

Essa é uma etapa muda de cliente para cliente, e é a que mais mostra se a voz ficou no lugar.

"Mas eu não tenho tempo"

"será que vai soar como eu?"

A segunda dúvida é a razão de o processo começar pela escuta.

A primeira tem uma resposta mais prática: você é responsável por dar as informações na conversa e pela aprovação. O resto, fica comigo.

O que muda depois

Depois que comecei a trabalhar com os meus primeiros clientes de produção de conteúdo, o que eu vejo é que estes profissionais que passaram a estar mais presentes nas redes começaram a ser mais notados, e o movimento nos perfis deles aumentou.

Isso é o começo do caminho, porque antes de alguém te contratar, precisa te ver.

Como saber se isso serve pro seu caso

Se você quer entender o que pode estar travando o seu perfil, me chama no Instagram com a palavra DIAGNÓSTICO. Você irá receber uma análise do seu perfil com o que pode estar bloqueando o seu potencial e como resolver, e o meu portfólio para ver exemplos de conteúdos que já produzi.

Se fizer sentido para você, envio a proposta para você escolher a que mais se encaixa no seu perfil.

Uma última coisa

Você não está contratando alguém para escrever no seu lugar, e sim alguém para transformar seu conhecimento em conteúdo estratégico.

Para mim, quem escreve sobre você sem te ouvir antes está apenas tirando suas próprias conclusões, e tem gente que acha que isso é exagero.

Você está de qual lado?


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