Você já releu um post três vezes, não achou nenhum erro de português, mas ainda assim sentiu que algo estava fora do lugar?
Isso acontece porque revisar conteúdo antes de publicar não é só caçar vírgula errada, mas tembém conferir se o texto cumpre o trabalho para o qual foi pensado e feito.
Eu sou redator e, antes de entregar qualquer texto a um cliente, passo por cinco checagens para avaliar se o conteúdo está bom. Trato o processo como um diagnóstico: nem sempre existe exame, muitas vezes o que vale é a observação, fazer as perguntas certas ao clientes e a relação entre vários fatores.
Neste artigo, mostro cada uma delas e como funciona o meu processo.
Corrigir a ortografia de um texto é o mínimo. Só que um conteúdo sem nenhum erro ainda pode não vender, não convencer e não parecer com quem o publica.
O problema é que muita gente ainda acredita que escrever para profissionais é fácil, que basta um texto bonito e alguns gatilhos mentais. Daí terceiriza para uma IA ou para quem cobra menos, achando que o resultado será igual ao de um redator profissional que estuda sobre Comunicação Digital há anos. E o resultado são perfis com posts parecidos entre si, que ninguém associa a uma pessoa ou a uma marca.
A revisão que faço olha para cinco pontos, do mais objetivo ao mais sutil.
A primeira pergunta é: o leitor sabe quem vende, o que está sendo vendido, para que serve e como adquirir?
Parece óbvio, mas é uma falha comum em posts de pequenos negócios, porque quem escreve conhece tanto o produto que esquece de explicar.
Aqui o foco é a compreensão do público.
As palavras são fáceis?
Qualquer pessoa interessada no produto entende de primeira, sem precisar pesquisar ou perguntar?
Precisa-se ter em mente que termo técnico não impressiona qualquer um, só afasta. Um professor de idiomas, por exemplo, escreve de um jeito para um aluno iniciante e de outro para um executivo que precisa do idioma em reuniões. Deve ser adaptado o vocabulário, o exemplo e o ritmo.
Se o leitor precisa "traduzir" o texto antes de entender, ele rola o feed e segue adiante, sem nem te dar uma chance.
Todo profissional ou empresa quer passar uma imagem, seja como referência técnica, parceiro próximo, opção premium ou alternativa acessível. E é o post que vai reforçar essa imagem, não contradizê-la.
Um texto pode estar ótimo e ainda assim pertencer a outra pessoa.
Por exemplo, um especialista que quer ser visto como autoridade não pode soar como alguém que depende de promoção para vender.
A pergunta que faço é: se alguém ler só este post, que imagem vai formar de quem o publicou?
Cada conteúdo tem uma função dentro do funil de vendas; alguns existem para atrair atenção, outros para gerar confiança, outros para levar à decisão de compra.
Antes de entregar, confiro se o post cumpre o objetivo que definimos e se está na etapa certa.
Um conteúdo de início de funil com apelo de venda agressivo afasta, assim como um conteúdo de decisão sem chamada para ação desperdiça a oportunidade.
Sem essa conferência, o perfil acumula posts que ficam bonitos, mas não levam o potencial cliente a lugar nenhum.
Essa é a checagem que mais falha entre "pseudoprofissionais" de Marketing e Comunicação e a que mais denuncia conteúdo genérico.
A voz é a linguagem adequada à marca e também à pessoa que a representa. Do mesmo modo quem posta precisa se reconhecer no texto, a pessoa que lê precisa conseguir ligar aquilo ao profissional, principalmente pela forma como ele fala.
Não basta escrever bonito nem usar todos os gatilhos mentais para impressionar. Se o dono do perfil lê o post e pensa "eu nunca falaria assim", o leitor também sente. É por isso que tantos feeds parecem idênticos, porque ninguém ajustou o texto à pessoa por trás dele.
Quando o conteúdo é entregue a quem não domina copywriting ou deixado por inteiro nas mãos de uma IA, a conta chega depois. Os posts não vendem, não geram conversa e o negócio precisa refazer o trabalho.
A IA pode ser uma boa ferramenta de apoio, com toda certeza, mas ela não conhece as conversas que o cliente tem com o público dele, nem o jeito como ele fala numa reunião. Essa é a parte exige análise de mercado e acompanhamento contínuo do negócio.
A objeção de preço aparece com frequência, e eu entendo perfeitamente. Só que o nosso trabalho não começa, nem termina no texto. Nós fazemos análise de mercado e mantemos conversas periódicas com cada negócio, para que o conteúdo acompanhe o perfil ao longo do tempo.
Para chegarmos até aqui, houve e há muito estudo envolvido.
Mais de 90 clientes já foram atendidos desse jeito, e compartilhamos alguns relatos no perfil do Instagram.
Antes de publicar, confira:
Texto bom não é o que apenas impressiona quem lê.
É o que o cliente assina sem perceber que outra pessoa escreveu.
Quer esse olhar clínico no seu material? Entre em contato comigo.

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